sábado, 9 de agosto de 2008

para onde foram as palavras?
aquelas que me sufocavam à noite,
sem espaço entre um pensamento e outro
sinto-me muda, silenciada por teus gestos duros
que me impedem de durar mais
grito no meu silêncio próprio,
a vontade de desejar tão pouco
a ponto de se tornar pó
e a parte que já não me pertencia,
joguei fora junto com a merda do gato.

2 comentários:

Anônimo disse...

Eu via tudo mais bonito.
Como uma árvore que se desfaz de seu fruto, para que ele se torne árvore.
Eu vi um silêncio cansado, talvez um pouco preguiçoso...
um silêncio de meditação, deveria ser. Como aquele que se faz nas sextas feiras de abertura de portais.
Eu vi um amor. Tão simples, tão belo, tão calmo e infantil.
Vi um carinho tão grande, como a vontade de uma filha se aproximar do pai.


Vi tu assim, linda e sorridente numa Olinda tão brilhante, como sempre.
Olinda brilhantes nos olhos brilhantes, sempre um tom vermelho misterioso.

Anônimo disse...

Eu gosto dessa foto.
Paqueração total, em clima de romance.