terça-feira, 12 de agosto de 2008

máquinas destrutivas

a construção de um planeta coberto de concreto, metal e gás carbônico
onde criam-se máquinas para auxílio de uma sociedade massificada
e onde se trabalha por e para elas.
uma superprodução destinada a uma superpopulação consumista
e extremamente capitalista com um estômago sem proporções.
não medindo seus atos, colocam em perigo não só a sua espécie,
mas tantas outras, que na sua concepção, são inferiores.
assim como a era industrial, virá rapidamente também o
final desse planeta que se tornará apenas poeira
onde os homens pensam ser maiores
que a natureza e que os próprios homens.

sábado, 9 de agosto de 2008

para onde foram as palavras?
aquelas que me sufocavam à noite,
sem espaço entre um pensamento e outro
sinto-me muda, silenciada por teus gestos duros
que me impedem de durar mais
grito no meu silêncio próprio,
a vontade de desejar tão pouco
a ponto de se tornar pó
e a parte que já não me pertencia,
joguei fora junto com a merda do gato.